De que adianta um plano de comunicação bem feito se ninguém executa, mede e corrige o que foi decidido? É essa lacuna entre planejar e gerir que costuma travar projetos inteiros de comunicação em escritórios de advocacia de todos os portes.
Por que planejar não garante que o projeto avance?
Planejar é a etapa mais visível de um projeto de comunicação, mas raramente é a que decide o resultado final. Há escritórios que levam anos estruturando um plano ou implantando uma ferramenta, como um sistema de CRM, e só na hora de colher os resultados percebem que ninguém ficou responsável por tocar aquilo no dia a dia depois de pronto.
Esse tipo de situação não é raro: o esforço de planejamento é real, mas sem alguém que responda pela execução, o projeto perde o rumo assim que a urgência inicial passa e a rotina do escritório retoma o espaço. É exatamente aí que a gestão entra como a peça que faltava desde o início, e que poucos escritórios tratam com a atenção que merece.

O que significa, na prática, gerir a comunicação?
Gestão de comunicação significa garantir que o que foi planejado avance de fato, na ordem certa, com fluxo de aprovação simples e sem travas desnecessárias no meio do caminho. O ciclo básico é conhecido de qualquer área que já aplicou boas práticas de execução: planejar, executar, avaliar, corrigir e repetir, de forma contínua, não como um evento único.
Esse ciclo exige alguém responsável por perguntar, com regularidade, se o que foi combinado está de fato sendo feito e, quando não está, por qual motivo isso aconteceu. Sem essa pergunta recorrente, fica fácil o projeto de comunicação virar algo fluido, sem fluxo de validação claro, que não sobrevive às perguntas básicas sobre objetivo, prazo e responsável por cada etapa do trabalho.
É preciso montar uma estrutura grande para gerir bem?
Profissionalizar a gestão da comunicação não exige montar uma estrutura grande dentro do escritório, com vários profissionais dedicados exclusivamente a isso. Exige, antes de tudo, pensar de forma estruturada sobre o que se quer gerir, para quê e com quais recursos disponíveis. Um projeto de gestão bem construído, mesmo pequeno, tende a render mais do que uma estrutura grande sem clareza de processo por trás dela.
O modelo de CMO como serviço, adotado por empresas de diversos setores, ilustra bem esse caminho: profissionalizar a gestão de marketing e comunicação sem precisar montar um departamento interno completo, apoiando-se em quem já tem experiência acumulada em conduzir esse tipo de processo em diferentes contextos, portes de negócio e momentos de maturidade distintos.
O episódio Gestão de comunicação: planejar, executar, medir, corrigir está disponível no Spotify e no YouTube.
Em resumo
O que é gestão de comunicação?
É o processo que garante que um plano de comunicação seja de fato executado, avaliado e corrigido ao longo do tempo, em vez de ficar apenas no diagnóstico inicial ou parado no papel.
Por que planejar não é suficiente?
Porque um plano sem execução acompanhada perde o rumo assim que a urgência inicial passa, especialmente quando não existe alguém responsável por cobrar o andamento e revisar o que não funcionou.
Gerir comunicação exige montar uma estrutura grande?
Não. Exige pensar de forma estruturada sobre o que se quer gerir, com quais recursos e responsáveis claros, o que pode ser feito mesmo em estruturas enxutas ou com apoio externo pontual.