Um escritório de dez advogados e outro de duzentos podem estar exatamente no mesmo nível de maturidade em comunicação. A diferença não está no tamanho do orçamento, mas em saber onde a comunicação do escritório está hoje e o que fazer a partir disso.
Como funciona a escala de maturidade em comunicação?
A maturidade em comunicação segue uma lógica parecida com a de escalas usadas em tecnologia ou em gestão, que identificam onde uma organização está e o que falta para avançar. O modelo de maturidade em comunicação organiza esse caminho em oito níveis, cada um com subníveis próprios, o que permite situar com precisão em que ponto o escritório se encontra hoje.
Estar numa escala de oito níveis não significa que o objetivo seja sempre alcançar o nível mais alto. O modelo serve para identificar gargalos de progressão, não para empurrar todo escritório rumo ao topo independentemente do que faz sentido para o negócio dele. Cada nível carrega necessidades e prioridades diferentes, e reconhecer isso evita investimentos desalinhados com o momento real do escritório.
Um escritório pequeno, por exemplo, pode não precisar de uma estrutura de comunicação sofisticada para operar bem; um escritório em expansão acelerada, por outro lado, costuma esbarrar em gargalos que só aparecem justamente quando cresce.

Ter alta maturidade significa estar no topo da escala?
Alta maturidade não é sinônimo de nível alto na escala. Um escritório no nível mais básico pode ter alta maturidade, desde que tenha identificado com clareza o que precisa, destinado orçamento adequado para aquilo e obtido o resultado esperado com o que fez. Já um escritório que faz muita coisa, com orçamento robusto, pode ter baixa maturidade, se não conseguir medir o que aquele esforço está trazendo de volta.
Essa distinção muda a forma de avaliar investimento em comunicação: a pergunta relevante não é quanto se gasta, e sim se o que se gasta está alinhado ao que o escritório realmente precisa resolver naquele momento específico. Um escritório pode gastar pouco e estar plenamente maduro para o estágio em que se encontra, assim como pode gastar muito e ainda assim não saber dizer, com precisão, o que aquele investimento trouxe de volta para o negócio.
Por que identificar o próprio nível é o primeiro passo?
Identificar o nível certo de maturidade é a etapa inicial de qualquer esforço sério de modernizar a comunicação de um escritório. Sem esse diagnóstico, fica difícil saber se os próximos passos fazem sentido, porque as prioridades de um escritório em nível inicial são diferentes das de um escritório em estágio avançado da mesma escala.
Em alguns setores, a maturidade em comunicação chega a um ponto em que a própria comunicação institucional passa a gerar receita direta para o negócio, funcionando quase como uma fonte de faturamento paralela. Esse não costuma ser o caminho típico em serviços jurídicos, mas mostra até onde a régua de maturidade pode levar quando aplicada de forma consistente ao longo do tempo, com revisão constante do que está funcionando e do que precisa mudar.
O episódio Maturidade em comunicação: o nível certo não é o máximo está disponível no Spotify e no YouTube.
Em resumo
O que é maturidade em comunicação?
É uma régua que identifica em que estágio a comunicação de um escritório está e o que falta para evoluir, organizada em oito níveis e oitenta subníveis dentro do modelo da FrankDave.
Ter alta maturidade significa estar no nível mais alto?
Não. Um escritório pode ter alta maturidade num nível baixo da escala, desde que tenha clareza do que precisa, orçamento adequado para aquilo e obtenha o resultado esperado com o que investe.
Por que identificar o nível de maturidade importa?
Porque define quais prioridades fazem sentido agora. Sem esse diagnóstico, o escritório corre o risco de investir em ações que não correspondem ao estágio real em que a comunicação dele se encontra.