O marketing jurídico deixou de funcionar porque nasceu como resposta a um problema ético, não a um problema de mercado, e virou um pacote que limita as escolhas dos escritórios. Num mercado mais sofisticado e competitivo, a comunicação exige o mesmo arsenal estratégico que qualquer grande empresa usa.
De onde veio a ideia de marketing jurídico?
A expressão nasceu dentro da OAB, criada para contornar uma questão ética, e não para descrever um trabalho de comunicação. Com o tempo, a etiqueta passou a reunir tudo que é comunicação, marketing e desenvolvimento de negócios dos escritórios numa caixinha só. No episódio que abre a nova temporada do Advocacia.SA, Alexandre Secco sustenta que esse modelo morreu, e apresenta os sete pontos que fundamentam a tese, do nome que nunca traduziu a entrega à vaidade que tomou o lugar do conteúdo.
O que os escritórios perdem com o modelo antigo?
A comparação que estrutura o argumento é simples: o Itaú não contrata marketing bancário, e a Vale não contrata marketing minerário. O profissional que atende um escritório tem à disposição o mesmo arsenal de estratégias que serve a qualquer organização. Quando esse arsenal é reduzido a um pacote com sobrenome setorial, ideias limitadas produzem resultados limitados. O efeito aparece na prática: comunicação sem objetivo, orçamento sem critério e a sensação permanente de que o investimento não retorna.
O que fazer no lugar do marketing jurídico?
A resposta do episódio começa antes das ferramentas. O ponto de partida é a pergunta que poucos escritórios respondem: como a organização quer ser vista, por quem e com qual objetivo. A partir dessa definição, as escolhas de canal, conteúdo e investimento deixam de ser um pacote padronizado e passam a servir a uma estratégia. É o diagnóstico que orienta toda a temporada do podcast, e que os próximos episódios desdobram em decisões práticas.
O episódio está disponível no Spotify e no YouTube. A produção é da FrankDave.
Em resumo
Significa que o modelo de pacote criado sob essa etiqueta deixou de diferenciar escritórios. A comunicação continua essencial, mas exige estratégia definida pela própria organização, não um produto padronizado de mercado.
Não. Escritórios precisam de comunicação e marketing com objetivo claro, método e medição. O que perdeu valor foi o pacote genérico, não a disciplina em si.
Pela definição estratégica: como quer ser visto, por quais públicos e com qual objetivo de negócio. As escolhas de canal e conteúdo derivam dessa resposta.