Um cliente que procura um advogado nem sempre sabe o caminho técnico, mas sabe o problema que quer resolver. Com comunicação e marketing, o padrão costuma se inverter: a maioria dos escritórios pede “marketing jurídico” sem conseguir dizer para que serve. Essa falta de clareza é o que mais atrasa qualquer contratação de comunicação.
O que significa não saber o que você quer?
Pedir “marketing jurídico” é como pedir “um serviço jurídico”, sem dizer se o problema é uma fusão, um contrato ou uma disputa trabalhista. O termo virou uma cesta genérica, com ideias limitadas, que tenta responder a necessidades muito diferentes com a mesma solução pronta.
Na prática, o que um escritório pode querer varia bastante. Apoio de comunicação para um projeto de expansão. Uma forma de comunicar uma fusão ao mercado sem criar ruído entre clientes e concorrentes. Uma gestão simples de redes sociais, só para manter uma interlocução mínima com a sociedade. Cada um desses objetivos pede uma solução diferente, e a cesta pronta do marketing jurídico raramente serve para qualquer um deles com precisão.

O que o Itaú faz que a maioria dos escritórios não faz?
O Itaú não contrata “marketing bancário”. Quando decidiu ajustar a própria marca, licitou uma agência de branding no mercado e levou anos nesse trabalho. Para publicidade, contrata outra agência. Para comunicação institucional, ainda outra. A lógica não é gastar mais: é buscar, para cada função específica, o fornecedor mais qualificado naquele momento.
Essa lógica vale para qualquer escritório, guardadas as proporções. O tamanho do investimento muda conforme o porte do negócio, mas o princípio continua o mesmo: comunicação e marketing são ferramentas com funções distintas, e tratá-las como um pacote único costuma entregar pouco para cada uma delas.
Como transformar “eu quero marketing” num pedido que funciona?
O primeiro passo é nomear o objetivo concreto antes de conversar com qualquer fornecedor. Não “eu quero marketing”, mas “eu preciso comunicar uma fusão sem gerar ruído” ou “eu preciso de apoio de comunicação para um projeto de expansão”. A partir de um objetivo nomeado, fica mais fácil identificar quem, no mercado, entrega exatamente aquilo.
Esse exercício também evita o problema inverso: contratar uma solução ampla demais para um objetivo pontual, ou uma solução pontual demais para um objetivo que exige uma estratégia completa. Quanto mais específico o pedido, mais fácil encontrar quem de fato resolve.
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Em resumo
O que é marketing jurídico, na prática?
É um termo genérico usado para descrever qualquer ação de comunicação de um escritório de advocacia. Por ser genérico, costuma entregar soluções padronizadas para problemas que, na prática, são bastante diferentes entre si.
Por que “eu quero marketing jurídico” não é um pedido claro?
Porque não diz qual problema precisa ser resolvido. Comunicar uma fusão, captar clientes e gerir redes sociais exigem soluções diferentes, e um pedido genérico tende a receber também uma solução genérica.
Como o Itaú decide onde investir em comunicação?
Contrata fornecedores diferentes para cada função, como branding, publicidade e comunicação institucional, buscando o mais qualificado para cada uma. O critério não é o volume investido, mas o foco de cada contratação.