Há uma dicotomia que divide escritórios de advocacia há anos e que pode estar fazendo a pergunta errada. Neste sexto episódio da temporada do Advocacia.SA, Alexandre Secco examina por que os rótulos “moderno” e “tradicional” distraem do que realmente importa na comunicação de um escritório.
Por que a dicotomia entre moderno e tradicional é uma armadilha?
Trocar o Excel por um software de gestão, atualizar o layout do site e criar perfis nas redes sociais não transforma um escritório em moderno: transforma em atualizado na aparência. A modernidade que importa para a comunicação não está na forma, está na clareza sobre o que se entrega e para quem. Há escritórios com estética clássica que operam com mais precisão estratégica do que muitos dos chamados modernos. E há escritórios com visual contemporâneo que comunicam exatamente as mesmas platitudes de sempre. O rótulo não diz nada sobre a qualidade do que está por trás dele.
O que separa um escritório que evoluiu de um que apenas atualizou a aparência?
A diferença está no que orienta as decisões de comunicação. Um escritório que evoluiu sabe o que quer comunicar, para qual público e com qual propósito. Suas escolhas de canal, tom e formato derivam dessas respostas. Um escritório que apenas atualizou a aparência faz as mesmas escolhas de antes com uma embalagem nova. A evolução real acontece quando o escritório para de perguntar “somos modernos ou tradicionais?” e começa a perguntar “o que estamos entregando e para quem isso importa?”.
O que um escritório deveria priorizar no lugar desse debate?
A pergunta produtiva não é sobre estilo: é sobre substância. O que o escritório entrega que nenhum outro entrega da mesma forma? Quem são os clientes que mais se beneficiam disso? Como a comunicação atual reflete ou esconde essa resposta? Escritórios que abandonam o debate entre moderno e tradicional e passam a trabalhar essas perguntas encontram um caminho de diferenciação muito mais sólido do que qualquer atualização de aparência seria capaz de oferecer.
O episódio está disponível no YouTube e no Spotify. A apresentação é de Alexandre Secco. A produção é da FrankDave.
Em resumo
Porque descrevem aparência, não entrega. Um escritório pode ter visual contemporâneo e comunicar as mesmas platitudes de sempre, ou ter estética clássica e operar com precisão estratégica. O rótulo não diz nada sobre o que está por trás dele.
O que orienta suas decisões de comunicação. Quem evoluiu sabe o que quer comunicar, para qual público e com qual propósito. Quem atualizou só a aparência faz as mesmas escolhas de antes com uma embalagem nova.
O que entregamos que nenhum outro entrega da mesma forma e para quem isso importa. Essa pergunta leva a diferenciação real; a outra leva apenas a uma discussão de estilo.