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GestãoMarketing jurídico

Como saber o que você está comprando ao contratar comunicação para o escritório?

06/07/2026Por Alexandre Secco

Um contrato de comunicação pode prometer estratégia e entregar apenas posts avulsos, quando as duas partes não combinam o que a palavra comunicação significa. Antes de assinar qualquer proposta, o escritório precisa entender exatamente que tipo de serviço está comprando, e o que esperar dele.

Por que a mesma proposta de comunicação pode ser entendida de formas diferentes?

Uma proposta de comunicação estratégica descreve reposicionamento, tese de marca, forma de o escritório ser visto pelo mercado. O cliente que a aprova, porém, muitas vezes já carrega na cabeça a ideia de marketing jurídico limitada a posts, cartões de data comemorativa e ajustes visuais. Quando o trabalho começa, a demanda real do cliente aparece: pedidos de cartão de Natal, post de aniversário, discussão sobre cor e tipografia, no lugar da estratégia combinada. Não é má-fé de nenhum dos lados. É um problema comum a qualquer prestação de serviço: aquilo que se fala não é necessariamente compreendido do jeito que se imaginou. Reconhecer esse risco antes de assinar evita meses de confusão depois.

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Qual é a diferença entre obrigação e diferencial na comunicação de um escritório?

Falar em ética, foco no cliente e conduta correta é obrigação de qualquer profissional, não diferencial de comunicação. O mesmo vale para seguir as regras da OAB sobre publicidade: cumprir regra não distingue ninguém, apenas evita punição. A comunicação profissional, em qualquer setor regulado, sempre encontra margem para atuar dentro das regras certas, dirigida ao público certo, no lugar certo. O erro recorrente é achar que cumprir a obrigação já é fazer comunicação estratégica, quando na verdade o diferencial nasce de outro lugar: da entrega concreta do escritório, do jeito próprio de atender, do histórico em determinado tipo de causa.

Por que reduzir toda comunicação a marketing jurídico limita o resultado?

Marketing é um campo amplo, estudado como ciência desde os anos 1970, e comporta dezenas de ferramentas diferentes: assessoria de imprensa para um tipo de problema, branding para outro, digital para um terceiro. Quando o mercado de serviços jurídicos comprime tudo isso num único rótulo, o pacotinho do marketing jurídico, ele reduz as possibilidades reais de comunicação a um formato pequeno demais para o problema que precisa resolver. Grandes empresas de outros setores não contratam marketing bancário nem marketing automobilístico, contratam marketing, e usam a ferramenta certa para cada objetivo. O primeiro passo para contratar bem é entender exatamente qual ferramenta, dentro desse leque amplo, resolve o problema específico do escritório.

O episódio está disponível no Spotify e no YouTube.

Em resumo

Por que uma proposta de comunicação estratégica pode virar pedido de post avulso?

Porque o que se vende e o que se entende podem divergir. O cliente aprova a proposta, mas segue com a ideia de marketing jurídico limitada a posts e materiais visuais, e a demanda real diverge do que foi contratado.

Ética e regras de publicidade são um diferencial de comunicação para escritórios?

Não. Ética e conformidade com as regras da OAB são obrigação de qualquer profissional. O diferencial de comunicação vem de outro lugar: da entrega concreta do escritório e do que nenhum concorrente replica da mesma forma.

Por que “marketing jurídico” é um termo limitado para escritórios de advocacia?

Porque marketing é um campo amplo, com ferramentas como assessoria de imprensa, branding e digital, cada uma resolvendo um tipo de problema. Reduzir tudo a um único pacote limita as possibilidades reais de comunicação do escritório.


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Alexandre Secco
AboutAlexandre Secco
Advogado e jornalista, além da FrankDave é sócio da Análise Editorial, onde desenvolveu e dirigiu o ranking dos Advogados Mais Admirados do Brasil.

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